O senador Alessandro Vieira protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República para que seja solicitado ao Supremo Tribunal Federal o afastamento do ministro Dias Toffoli na condução do inquérito sobre fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master.
No documento, Vieira argumenta que investigações indicam uma relação suspeita entre Toffoli e o principal investigado da Operação Compliance Zero. Ele menciona que mensagens extraídas do celular do controlador do Banco Master podem conter referências a pagamentos à empresa Maridt Participações S.A., que está ligada a irmãos do ministro.
O senador ressaltou que a existência de um vínculo comercial poderia comprometer a imparcialidade de Toffoli no caso. Para ele, a justiça deve não apenas ser, mas também parecer imparcial, e a manutenção do ministro à frente do caso ofenderia princípios do devido processo legal e da moralidade administrativa.
A representação citou dispositivos do Regimento Interno do STF que permitem a arguição de suspeição e o artigo 145 do Código de Processo Civil sobre suspeição por interesse econômico. Vieira também criticou a condução do inquérito, que apresentou medidas consideradas heterodoxas e impôs restrições à autonomia da Polícia Federal.

