O senador Sergio Moro pode ficar novamente fora de uma disputa eleitoral devido a dificuldade em formar uma coalizão. Sem apoio da Federação União-PP, Moro corre risco de não concorrer ao Governo do Paraná, em cenário similar ao que ocorreu nas eleições presidenciais de 2022.
Essa dificuldade ocorre mesmo com Moro tendo apresentado bons números nas pesquisas eleitorais ao Governo do Paraná divulgadas neste ano. Pesquisa da Futura Inteligência, divulgada em 30 de janeiro, mostrou Moro na liderança em todos os cenários de primeiro turno em que foi colocado, além de vencer as estimativas de segundo turno contra candidatos como o secretário estadual das Cidades, Guto Silva (PSD), o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi (PSD), e do deputado estadual Requião Filho (PDT).
Mas mesmo com esse desempenho, o deputado federal e principal liderança do PP no Paraná, Ricardo Barros, declarou em ao menos duas oportunidades que Moro não deve contar com o apoio da federação para se candidatar ao Governo do Estado. Durante participação no Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Paraná, da última quinta-feira (19), Barros fez diversas críticas a articulação política de Moro e afirmou que, caso a federação lance candidato ao Governo do Paraná, não será o senador.
“Liderança não se impõe, se conquista. Veremos se conseguimos que o senador Sergio Moro busque outra legenda que garanta a candidatura, porque na federação ele não tem, por mais que ele diga que isso é irreversível. Isso mostra claramente a inabilidade do Sergio Moro em lidar com política”, disse Barros.

