Após alcançar um recorde de 49 milhões de toneladas de fertilizantes entregues no Brasil no ano passado, o setor pode enfrentar uma retração de 10% a 15% em 2026. Isso se deve à combinação de fatores, incluindo os efeitos da guerra no Oriente Médio e na Ucrânia, além de mudanças tributárias e de fretes em andamento.
O Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas do Paraná (Sindiadubos-PR) alerta que a queda nas importações e o aumento dos preços dos alimentos são preocupações iminentes. Aluísio Schwartz, presidente do sindicato, enfatiza que a redução na produção de alimentos pode ocorrer devido ao alto custo dos fertilizantes, levando a uma expectativa de aumento nos preços de produtos como soja, milho e carne.
A análise indica que o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã poderá prejudicar a produção de fertilizantes fosfatados, com uma possível perda de 5 milhões de toneladas em um mês. Além disso, a proibição de exportação de fosfatados pela China também impacta a oferta no Brasil, com preços não se esperando que caiam no curto prazo.
Embora o Brasil tenha tempo para realizar importações para a safra de soja que começa em setembro, os volumes retidos podem causar atrasos significativos no plantio, resultando em longas filas nos portos. A situação global, com conflitos entre Ucrânia e Rússia, agrava ainda mais o cenário para as plantas produtoras de fertilizantes.

