A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou indícios de sobrepreço no contrato de R$ 171,9 milhões firmado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para reconstruir a Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre Tocantins e Maranhão. A diferença pode chegar a R$ 20,4 milhões.
A nova estrutura, na BR-226, foi entregue em 22 de dezembro de 2025, um ano após o desabamento, que deixou 14 mortos. A obra foi financiada pelo Novo PAC e contratada por dispensa de licitação.
O relatório da CGU apontou fragilidades na metodologia de formação de preços e falhas na pesquisa de mercado. Além disso, a auditoria citou licitação da ponte da BR-349, entre Alagoas e Sergipe, que registrou desconto de cerca de 24% em relação ao orçamento estimado.
A ponte foi construída em 1960 e desabou em 22 de dezembro de 2024, durante a passagem de dois caminhões. Documento do próprio Dnit, de 2020, já apontava vibrações excessivas, fissuras, armaduras expostas e pilares com danos estruturais.

