A dependência de sistemas computacionais na exploração espacial se destaca nas atuais missões da NASA, como a Artemis 2, enquanto equipamentos antigos ainda desempenham papéis cruciais. As sondas Voyager 1 e 2, lançadas em 1977, continuam ativas no espaço interestelar, mesmo utilizando hardware obsoleto.
Um vídeo recente destaca a infraestrutura que dá suporte às Voyagers, com computadores do tamanho de geladeiras e tecnologia como cartões perfurados e fitas magnéticas. Esses sistemas, considerados o 'coração da operação', monitoram a segurança das sondas que estão a mais de 16 bilhões de milhas da Terra.
Cada sonda possui apenas 69,63 kilobytes de memória, uma quantidade inferior a um arquivo JPEG. Os dados científicos são gravados em um sistema digital antes de serem transmitidos à Terra, com a comunicação ocorrendo a uma taxa de 160 bits por segundo, muito abaixo das conexões dial-up.
Em contraste, a nave Orion, da missão Artemis 2, apresenta um poder computacional 20 mil vezes superior ao das missões Apollo. Os sistemas da Orion utilizam ethernet gigabit e são projetados com redundâncias para garantir sua confiabilidade durante as missões.

