O Supremo Tribunal Federal (STF) emitiu uma nota pública após a Polícia Federal (PF) iniciar investigações sobre o vazamento de informações sigilosas de ministros da Corte e do procurador-geral da República. Apurações preliminares mostraram acessos repetidos ao sistema da Receita Federal do Brasil sem justificativa, seguidos pela divulgação desses dados a terceiros.
Essas informações foram utilizadas de forma fragmentada e fora de contexto, resultando em questionamentos públicos contra as autoridades. O STF destacou que a situação vai além da violação do sigilo fiscal, uma vez que a divulgação seletiva dos dados gerou “suspeitas artificiais” que são difíceis de dissipar.
Essa investigação está relacionada ao inquérito das fake news e foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. O tribunal também mencionou o vazamento de dados do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e informou que a investigação seguirá sob a responsabilidade da PF.
Nomes dos servidores investigados foram revelados na nota, incluindo Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes, que deverão prestar depoimento em breve. O STF impôs várias medidas cautelares para preservar provas, incluindo busca e apreensão, quebra de sigilos e afastamento das funções públicas.

