A Polícia Federal (PF) realiza, nesta data, a décima fase da Operação Overclean, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares. Nesta etapa, são cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em diversos estados, incluindo Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Paraná, Espírito Santo e Bahia.
A operação, que apura crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro, incide sobre contratos da Secretaria de Educação de Belo Horizonte, firmados entre 2024 e 2025, totalizando valores superiores a R$ 80 milhões. Entre os alvos da ação está Bruno Barral, ex-secretário municipal de Educação de Belo Horizonte, que deixou o cargo em abril de 2025 após ser alvo de investigações anteriores.
A PF havia solicitado autorização para realizar um mandado de busca também contra ACM Neto, candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil. Embora a Procuradoria-Geral da República (PGR) tenha concordado com o pedido, o ministro Nunes Marques, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), negou a medida. O gabinete do ministro não se pronunciou sobre a decisão.
Outros alvos da operação incluem o empresário José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e Alex Maciel, que é apontado como sócio de Moura. Em agosto, Moura foi indiciado pela PF sob suspeita de envolvimento no esquema que está sendo investigado. Desde suas primeiras fases, a Operação Overclean tem investigado uma rede de empresários, agentes públicos e operadores com possíveis ligações em fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e corrupção.

