Silvano Gersztel, executivo da gestora Reag Investimentos, foi o representante de um fundo usado na compra de parte da participação dos irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no resort Tayayá, no Paraná. Gersztel é investigado por suposta lavagem de dinheiro para empresários do setor de combustíveis ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
O fundo Arleen, representado por Gersztel, comprou metade da participação dos irmãos, avaliada em R$ 6,6 milhões, em setembro de 2021. O investimento total no resort chegou a R$ 20 milhões por meio dos fundos Arleen e Leal, administrados pela Reag.
Até 2025, o fundo e a família Toffoli foram sócios das empresas que controlavam o Tayayá. Entre fevereiro e julho, os sócios se retiraram para vender as participações ao advogado Paulo Humberto Barbosa, hoje único dono do empreendimento.
Gersztel foi alvo da Operação Carbono Oculto, que apura o uso de fundos da Reag para lavar dinheiro de controladores das distribuidoras Copape e Aster, suspeitas de ligação com o PCC. A Reag nega vínculo com atividades ilícitas.


