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Taxa de desemprego no Brasil chega a 5,8%, indicando acomodação no mercado de trabalho

A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8%, sinalizando acomodação após meses de queda. Economistas destacam a resiliência da renda das famílias e a pressão inflacionária.

O mercado de trabalho no Brasil apresenta sinais de acomodação, com a taxa de desocupação alcançando 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026. Este número é superior aos 5,2% registrados no trimestre de setembro a novembro de 2025, embora tenha caído em relação aos 6,8% do trimestre de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025.

André Valério, economista sênior do Inter, destaca que as estatísticas ainda refletem um setor robusto, com a população ocupada próxima das máximas. O rendimento real cresceu 2% no trimestre encerrado em fevereiro, mantendo a massa de rendimento estável. Ele observa que a alta taxa de juros tem limitado o dinamismo do mercado de trabalho, com a expectativa de que a taxa de desocupação termine o ano em 5,5%.

Por sua vez, Leonardo Costa, economista do ASA, afirma que o mercado de trabalho opera em patamar historicamente apertado, com a taxa de desemprego em mínima histórica. Apesar da resiliência da renda das famílias, que sustenta o consumo, há pressão sobre a inflação de serviços. O ritmo de criação de empregos mostra sinais incipientes de acomodação, refletindo a influência de juros elevados.

Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, aponta que a pesquisa do IBGE revela um mercado de trabalho menos favorável, com aumento da subutilização e da população fora da força de trabalho, que passou de 66,3 milhões para 66,6 milhões. Embora haja indícios de enfraquecimento na absorção de mão de obra, não parece haver uma inflexão estrutural aguda, com a perda de ocupação concentrada em setores como administração pública, educação, saúde e construção.

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