Os índices de preços na China reforçaram, em janeiro, a persistência de um cenário econômico desequilibrado. A inflação ao consumidor subiu apenas 0,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, abaixo do esperado, enquanto o índice ao produtor registrou queda de 1,4%, marcando o segundo mês seguido de redução mais moderada na deflação.
Os dados indicam que a demanda interna segue fraca, mesmo após promessas repetidas de ajustes que estimulem consumo e renda. Economistas avaliam que o ritmo atual de recuperação da inflação deve se estender até pelo menos 2026, com projeções de alta de 0,9% no acumulado do ano.
A queda nos preços da carne suína e dos ovos influenciou a redução de 0,7% nos alimentos, embora frutas e verduras tenham apresentado alta. Serviços avançaram 0,1%, e a energia registrou queda mais forte, contribuindo para a moderação no índice geral ao consumidor.
A comparação anual foi afetada pela base de preços elevada do ano anterior, inclusive pela proximidade do Ano Novo Lunar, feriado que elevou os custos de alimentos e serviços em janeiro de 2022 e deve ocorrer apenas na metade de fevereiro neste ano.

