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TCU deve analisar pagamento de empresa ligada à ministra Margareth Menezes

Subprocurador-geral solicita investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) por suspeita de conflito de interesses em aprovação de projetos culturais durante a gestão da ministra. Empresa contratante alega regularidade no processo e destaca que os valores não são repasses públicos.

O subprocurador-geral Lucas Furtado encaminhou ao Tribunal de Contas da União (TCU) pedido para investigar o pagamento de R$ 290 mil feito à ministra Margareth Menezes por uma empresa que atua no setor cultural. O dinheiro foi utilizado para custear músicos, produção e figurino de um show comandado pela artista, o bloco Os Mascarados, em Salvador.

O TCU agora avaliará se houve irregularidades nos contratos e no processo de autorização concedido pela Lei Rouanet, que permite captação de recursos privados. Durante a gestão atual de Margareth Menezes, oito propostas da empresa foram aprovadas, contra dois no período anterior. Um dos casos inclui aporte de R$ 1 milhão em abril de 2024 para o Festival de Lençóis, na Chapada Diamantina.

Furtado defende que a relação entre a contratante e o Ministério da Cultura compromete a transparência da pasta. A empresa negou irregularidades e afirmou que as aprovações não envolvem repasse direto de verbas públicas, apenas autorização para buscar patrocínios. A gestão também justificou o aumento no número de projetos pela normalização do fluxo de análise técnica.

A ministra Margareth Menezes e seu ministério negam qualquer impedimento nos shows, reiterando que o processo de análise foi regularizado em comparação ao governo passado. O TCU decidirá se abre um processo formal para auditoria dos pagamentos e das autorizações concedidas.

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