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Telescópio James Webb mapeia detalhes tridimensionais das auroras em Urano

Cientistas revelam pela primeira vez um mapa 3D inédito da atmosfera superior de Urano, onde auroras se formam pela interação de partículas com o campo magnético inclinado do planeta. Imagens precisas do JWST confirmam resfriamento contínuo desde a década de 1990.

Um mapa tridimensional inédito da atmosfera superior de Urano foi apresentado por uma equipe internacional de cientistas. O estudo, publicado recentemente, mostra como partículas carregadas eletricamente e o campo magnético do planeta interagem para produzir auroras, um fenômeno irregular devido à inclinação e posição descentrada do campo em relação ao eixo de rotação do gigante de gelo.

Os pesquisadores usaram o Espectrógrafo de Infravermelho Próximo (NIRSpec), equipamento do telescópio James Webb, para analisar a luz emitida na região do planeta. Através dessa observação, foi possível registrar variações de temperatura e a presença de íons em diferentes altitudes. As medições ocorreram durante a rotação de Urano, destacando mudanças conforme áreas variadas eram analisadas.

Essa é a primeira vez que tal análise é feita em três dimensões, oferecendo dados essenciais sobre como a energia circula nas camadas superiores. Além disso, os resultados reforçam a compreensão de que a atmosfera de Urano sofre um esfriamento progressivo desde os registros obtidos pela sonda Voyager 2 em 1986.

O telescópio James Webb continua revelando informações detalhadas sobre objetos distantes, como o planeta Urano, mesmo quando localizados a milhões ou bilhões de quilômetros da Terra. A publicação reforça ainda a importância de estudar gigantes de gelo, inclusive fora do Sistema Solar, para compreender melhor os processos atmosféricos em mundos semelhantes.

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