A intensificação das tensões no Oriente Médio voltou a acender um sinal de alerta no agronegócio brasileiro. Em meio aos ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o setor produtivo observa com preocupação os reflexos diretos sobre fertilizantes nitrogenados, petróleo, fretes internacionais e comércio de milho — pilares estratégicos para a competitividade do Brasil no cenário global.
O tema vai além de um evento geopolítico pontual. Ele expõe uma fragilidade estrutural: a forte dependência externa de fertilizantes, especialmente da ureia, insumo central na adubação de culturas como milho, soja e trigo, responsável por parcela significativa do custo operacional por hectare.
Caso o Irã reduza compras, exportadores brasileiros teriam de redirecionar volumes para outros mercados, possivelmente com ajustes de preço para manter competitividade.
Petróleo, gás natural e o efeito dominó no campo

