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Tether busca na Justiça R$ 1,5 bilhão da Titan Holding ligada ao Banco Master

A ação judicial da Tether contra a Titan Holding surge após rebaixamento da nota de crédito do Banco Master, resultando na liquidação da instituição financeira. A dívida, que inclui juros, alcança R$ 1,6 bilhão.

A Tether, uma das principais empresas de criptomoedas, deu início a um processo judicial em São Paulo, visando a cobrança de uma dívida de R$ 1,5 bilhão da Titan Holding, que está associada a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O financiamento foi acordado em março do ano anterior, com um empréstimo de US$ 300 milhões, com um prazo de pagamento estipulado em 12 meses. A Tether alega que a quantia foi repassada em duas etapas: a primeira em 28 de março, coincidentemente na mesma época em que o Banco de Brasília (BRB) anunciou a intenção de adquirir o Banco Master, e a segunda parcela foi transferida aproximadamente quatro dias depois.

O contrato firmado entre as partes previa que rebaixamentos na avaliação de risco do Banco Master poderiam resultar na cobrança antecipada do montante total. Essa cláusula se tornou relevante em setembro, quando a Fitch Ratings rebaixou a nota de crédito do banco, gerando incertezas sobre a compra pelo BRB, uma operação posteriormente bloqueada pelo Banco Central, o que culminou na liquidação do Banco Master em 18 de novembro.

Com a liquidação, uma nova condição para vencimento antecipado foi acionada, mas o pagamento não foi realizado. A Tether Investments manifestou que concedeu o empréstimo de boa-fé e, assim como outros credores, permanece sem receber o pagamento devido.

O montante da dívida, incluindo os juros, subiu para R$ 1,6 bilhão. A ação judicial não menciona o nome de Daniel Vorcaro, mas cita os diretores Luiz Antônio Bull e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, além de empresas ligadas ao grupo, como Master Holding Financeira e Master Participações, como devedores solidários.

Atualmente, a defesa de Antônio Bull não se manifestou sobre a questão, enquanto a defesa de Ribeiro da Silva não foi localizada. Daniel Vorcaro está sob investigação da Polícia Federal por suposta gestão fraudulenta do Banco Master, tendo sido preso em 17 de novembro em relação à venda de R$ 12,2 bilhões em títulos de crédito problemáticos ao BRB. Ele foi novamente detido em 4 de março, sob suspeita de planejar atos violentos contra adversários políticos.

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