Neste sábado, 18, um ataque a tiros em Kiev, capital da Ucrânia, resultou na morte de seis pessoas e deixou ao menos dez feridas, conforme informações de autoridades locais. O tiroteio teve lugar no distrito de Holosiivskyi, onde um homem disparou contra civis e chegou a manter reféns durante a ação.
O prefeito Vitali Klitschko relatou que o criminoso começou a disparar sem aviso, criando uma situação de pânico. Entre os feridos, destaca-se uma criança de 12 anos, que foi prontamente socorrida e levada a um hospital. Outras vítimas também receberam atendimento no local e foram encaminhadas a unidades de saúde nas proximidades.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, comunicou que o atirador foi neutralizado por agentes de segurança durante a operação que visava sua captura. O ministro do Interior da Ucrânia, Ihor Klymenko, confirmou que a Polícia Nacional eliminou o suspeito após ele abrir fogo contra os policiais.
Klymenko informou que os negociadores da polícia tentaram dialogar com o atirador por aproximadamente 40 minutos enquanto ele se encontrava dentro de um supermercado. O ministro descreveu o comportamento do agressor como "caótico" e afirmou que, apesar da tentativa de convencê-lo, ele não fez exigências. "Oferecemos torniquetes para estancar o sangramento e outras medidas, mas ele não respondeu", detalhou o ministro, ressaltando que a ordem para eliminar o atirador foi dada após ele ter matado um dos reféns.
A Procuradoria-Geral da Ucrânia identificou o responsável pelo ataque como um homem de 58 anos, nascido em Moscou, mas que possuía cidadania ucraniana. A mídia local informou que o atirador era Dmytro Vasylchenkov, que residia em Bakhmut antes de se mudar para Kiev. As investigações sobre as circunstâncias e motivações do ataque continuam em andamento.
A operação policial que cercou a área onde o atirador se encontrava culminou na libertação de quatro reféns. O caso gerou grande comoção na capital ucraniana, refletindo a insegurança e a violência que ainda persistem em diversas regiões do país.

