O ministro Dias Toffoli encerrou a relatoria do inquérito sobre o Banco Master depois que a Polícia Federal enviou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, um relatório com descobertas sobre o celular do dono da instituição financeira. Entre os dados, havia referências ao sobrenome Toffoli e pagamentos discutidos entre o acusado e seu cunhado envolvendo a Maridt Participações, empresa da qual o magistrado e seus irmãos são sócios.
Os 10 ministros da Corte avaliaram que a gestão do caso pelo magistrado causava desgaste e optaram por redistribuir a relatoria ainda nesta quinta-feira, por meio de sorteio. Eles mantiveram a validade dos atos praticados por Toffoli, mas decidiram pela extinção da ação de suspeição apresentada com base nas evidências encaminhadas.
As mensagens analisadas pela Polícia Federal mencionavam o sobrenome Toffoli em discussões sobre pagamentos à Maridt Participações, relacionados à aquisição do Tayaya Resort. O gabinete do ministro negou qualquer relação de amizade ou recepção de valores com os envolvidos, classificando o pedido de suspeição como ilações.
Em nota, Toffoli defendeu que a empresa pertence ao seu contexto familiar e reiterou não ter recebido recursos. Ele também afirmou que a Polícia Federal não tinha legitimidade para solicitar sua suspeição, uma vez que apenas o Procurador-Geral da República poderia adotar essa medida.

