O gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou que não teve acesso a dados do celular de Daniel Vorcaro, dono do Master, durante o período em que foi relator do caso. A declaração foi feita em uma nota divulgada na última sexta-feira. O histórico de atuação de Toffoli nos processos relacionados ao banco cobre o período de 28 de novembro de 2025 a 12 de fevereiro deste ano.
Na primeira fase da Operação Compliance Zero, quando já era relator, o gabinete recebeu documentos da 10ª Vara Federal de Brasília em 19 de dezembro de 2025. No entanto, esses documentos não continham informações sobre o conteúdo dos celulares apreendidos. Em 15 de janeiro de 2026, a Polícia Federal solicitou a prorrogação do inquérito por 60 dias para novas oitivas, além de ter analisado 10 celulares, computadores e mais de 8 terabytes de arquivos.
Toffoli destacou que, até 12 de fevereiro de 2026, o material retirado dos celulares apreendidos não havia sido enviado ao STF. Sua última decisão no caso, em 12 de janeiro de 2026, foi para que a Polícia Federal encaminhasse esse material ao Supremo.
O ministro também anunciou sua saída da relatoria de investigações sobre o Master em 12 de fevereiro, após reunião com outros integrantes do STF. A relatoria foi transferida para André Mendonça. Toffoli defendeu sua atuação durante a fase inicial da Operação Compliance Zero, ressaltando que atendeu a todos os pedidos da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal, incluindo quebras de sigilo e bloqueio de bens.

