O ministro Dias Toffoli atribui ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o envio de um relatório ao Supremo Tribunal Federal sobre suas conexões com Daniel Vorcaro, do Banco Master. A documentação, com cerca de 200 páginas, foi entregue ao presidente da Corte, Edson Fachin, e detalha ligações, mensagens e transações que envolvem direta ou indiretamente o ministro.
Toffoli acredita que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, agiu em nome de Lula ao encaminhar o material ao STF. O ministro também associa o episódio a uma mágoa de 2019, quando presidia o STF durante a Lava Jato e impôs que o encontro de Lula com a família ocorresse em quartel militar.
Lula foi autorizado pela Justiça Federal do Paraná a comparecer ao enterro do neto, Arthur, sem necessidade de recorrer ao STF. O ministro também adotou decisões favoráveis ao petista, como a anulação das provas do acordo de leniência da Odebrecht e a classificação da Lava-Jato como “pau de arara do século 21”.
A reconciliação entre Lula e Toffoli ocorreu no fim de 2024. Em dezembro de 2025, o presidente recebeu o ministro para almoço na Granja do Torto, com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo relatos, a conversa incluiu o caso Master, e Lula teria dito que a investigação poderia “reescrever sua biografia”.

