O avanço de diferentes vírus pelo mundo mantém especialistas em alerta diante da possibilidade de novos surtos e crises sanitárias. Fatores como aquecimento global, crescimento populacional e maior mobilidade humana criam condições favoráveis para que vírus circulem com mais rapidez e alcancem novas regiões.
A influenza A é descrita como uma ameaça recorrente, devido à capacidade de infectar diferentes espécies e sofrer mutações rápidas. O foco atual recai sobre o subtipo H5N1, conhecido como gripe aviária. Estudos indicam que já ocorreram transmissões de vacas para humanos. De acordo com dados, foram registrados 71 casos humanos e duas mortes desde 2024, sem evidência de transmissão sustentada entre pessoas.
O mpox, anteriormente chamado de monkeypox, foi identificado na década de 1950 e, por muitos anos, esteve restrito principalmente à África Subsaariana. Em 2022, um surto global da variante clado II se espalhou para mais de 100 países que nunca haviam registrado casos antes. A transmissão ocorreu de pessoa para pessoa por contato próximo, frequentemente durante relações sexuais.
O vírus Oropouche foi identificado na década de 1950 na ilha de Trinidad, no Caribe. Transmitido por mosquitos e pequenos insetos conhecidos como “maruins”, provoca febre, dor de cabeça e dores musculares. Em geral, a doença dura poucos dias, mas pode ter consequências graves para pessoas com sistemas imunológicos debilitados.

