Donald Trump reiterou acusações contra o governo iraniano ao divulgar dados sobre protestos contra os aiatolás. Em seu discurso nesta terça-feira, 24, o presidente dos Estados Unidos declarou que 32 mil manifestantes foram mortos pelo regime, destacando métodos como enforcamentos e disparos de armas de fogo.
O tom das ameaças aumentou ao ser anunciada a possibilidade de um ataque militar caso o Irã não aceite novas negociações sobre o acordo nuclear. Trump ressaltou o envio de uma frota à região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35, reforçando capacidade de resposta caso não haja avanços nas discussões.
O Irã repudia as declarações e se mostra intransigente em relação às negociações. Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores, afirmou que só haveria diálogo sem pressões ou ameaças, enquanto Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo, classificou qualquer ofensiva militar norte-americana como início de uma guerra.
Esmaeil Baqaei, porta-voz iraniano, desmentiu as afirmações de Trump sobre mortes durante protestos e sobre o programa nuclear. Em publicação na rede social X, Baqaei qualificou as alegações como 'grandes mentiras', e o ministro Araghchi reforçou que o país não tem intenção de desenvolver armas nucleares.

