O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na madrugada desta quarta-feira (28) que autorizaria a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) em território americano. A afirmação foi feita após Trump dizer que recebeu informações de que o parlamentar estaria na Argentina. "Ouvi dizer que ele está na Argentina. Não sei onde ele está… ouvi dizer que é na Argentina", afirmou Trump a um repórter. Em seguida, disse que teria aprovado a entrada: "Bem, eu teria aprovado. Acho que são boas pessoas".
Trump também criticou o processo eleitoral brasileiro, classificando-o como "muito estranho" e "terrível", e mencionou o desempenho do mercado. As declarações ocorreram depois de a Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmar que Flávio entrou no país pela fronteira com o Brasil às 22h50 de terça-feira (27). Cerca de 40 minutos depois, ele teria embarcado em um voo privado com destino a Guayaquil, no Equador. Mais cedo, o governo argentino havia negado a entrada do senador, por meio do Ministério da Segurança, que informou que ele não estava em território argentino.
Apesar de o plano de voo indicar o Equador, fontes ouvidas pela CNN afirmam que os Estados Unidos seriam o destino final de Flávio. Uma fonte brasileira próxima ao senador disse à emissora que ele temia ser preso no Brasil. A aeronave utilizada é um Gulfstream G400, de matrícula argentina LV-JQW, que, segundo a imprensa local, estava no aeroporto de Puerto Iguazú desde segunda-feira (26). , o avião pousou em Guayaquil pouco antes das 6h desta quarta-feira. Há divergências sobre os ocupantes do voo: um comunicado oficial menciona quatro integrantes da família, enquanto relatos da imprensa argentina apontaram diferentes números de passageiros.
O deslocamento ocorre após a Polícia Federal (PF) solicitar, na segunda-feira (26), a entrega dos passaportes de Flávio. Na manhã de terça-feira (27), a corporação também acionou autoridades argentinas para alertar sobre um possível risco de fuga. Segundo as informações divulgadas, Flávio tinha até as 11h de terça-feira para entregar os documentos, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A entrega não ocorreu, e a PF cancelou o passaporte comum e o diplomático do senador, o que levou à inclusão de restrições nos sistemas migratórios utilizados em portos e aeroportos.
A determinação judicial ocorreu após investigadores da PF apontarem preocupação com uma possível fuga no contexto de um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio. A decisão também levou em consideração declarações do irmão do senador, Eduardo Bolsonaro, que afirmou em uma entrevista na internet apoiar a saída de Flávio do Brasil caso ele perdesse a eleição presidencial, resultado confirmado no domingo (25).

