O presidente dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (20) que elevará as tarifas globais de importação de 10% para 15%, gerando cautela nos principais parceiros comerciais do país. A União Europeia (UE) prepara uma resposta coordenada, com reunião de emergência agendada para segunda-feira (23) e debate sobre o acordo comercial com Washington.
O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que a UE apresentará um posicionamento unificado sobre o assunto antes de sua visita a Trump, reforçando que a política alfandegária deve ser conduzida pelo bloco, não por membros individuais. O ministro do comércio da França, Nicolas Forissier, apontou que a UE possui ferramentas como tarifas e controles de exportação, além de um pacote de retaliações sobre US$ 95 bilhões em produtos americanos, caso necessário.
Na América do Norte, o Canadá, que estava isento das novas taxas por um acordo, afirmou que a decisão da Suprema Corte reforça a crítica às tarifas americanas. O país seguirá apoiando empresas ainda afetadas por taxas sobre aço, alumínio e setor automotivo. O governo mexicano também adotou postura cautelosa, sem detalhar ações imediatas.
O Reino Unido, principal aliado de Trump, mantém sua posição comercial privilegiada, mas aponta que a elevação das tarifas não esclarece as relações. O ministro do comércio britânico, William Bain, reafirmou o interesse em reduzir tributos sempre que possível, enquanto o presidente francês Emmanuel Macron indicou que França avaliará medidas para proteger exportações como agrícolas e aeronáuticos.

