O governo dos Estados Unidos está considerando a possibilidade de reduzir seu contingente militar na Alemanha, conforme anunciado pelo presidente Donald Trump nesta quarta-feira, 29. A decisão sobre a diminuição das tropas deverá ser divulgada em breve, embora Trump não tenha especificado prazos ou quantidades exatas.
A declaração de Trump surge em meio a uma troca de críticas com o chanceler alemão, Friedrich Merz, que ocorreu após divergências sobre o Irã e a segurança internacional. Em uma postagem na Truth Social, o presidente americano afirmou que sua administração está "estudando e analisando a possível redução de tropas na Alemanha".
Recentemente, Trump e Merz tiveram um atrito público. O presidente dos EUA criticou o chanceler alemão, alegando que ele "não sabe do que está falando" ao comentar sobre o potencial nuclear do Irã. Trump destacou que Merz subestima o risco representado pelo Irã, ressaltando que, caso o país adquira uma arma nuclear, "o mundo inteiro seria feito refém".
Além disso, Trump defendeu que vem tomando medidas em relação ao Irã que, segundo ele, deveriam ter sido adotadas por outros líderes há muito tempo. O chanceler Merz, por sua vez, havia declarado, na última segunda-feira, 27, que os Estados Unidos estavam sendo "humilhados pela liderança iraniana" e expressou a esperança de que a guerra terminasse rapidamente.
Esse diálogo entre os dois líderes não é isolado; no início de abril, Merz havia manifestado ceticismo quanto à intervenção da OTAN no conflito com o Irã, enquanto Trump enfatizava a necessidade de um maior comprometimento dos aliados na proteção do Estreito de Ormuz.
Atualmente, o número de militares americanos na Alemanha ultrapassa 36 mil, conforme dados do Defense Manpower Data Center, o que representa o maior contingente de forças dos EUA na Europa. A extensão da possível redução das tropas ainda não foi definida e permanece em análise pela administração americana até o momento.

