O Federal Reserve inicia 2026 sob um cerco que eleva a tensão na condução da política monetária. O presidente Donald Trump tem pressionado o Fed a cortar juros para estimular a economia. No entanto, os dirigentes têm se mantido atentos aos dados da atividade econômica e aos riscos de fazer cortes precipitados e estimular a inflação.
Os juros dos EUA estão na faixa de 3,5% e 3,75% após corte de 0,25 pontos percentuais na última reunião, em dezembro. Os dirigentes sinalizaram uma pausa e mais um corte em 2026, a depender do desenvolvimento da economia. Trump, porém, exige reduções mais agressivas.
A pressão política escalou no início deste ano com a abertura de uma investigação criminal contra Jerome Powell. A investigação testa a independência da autoridade monetária na próxima reunião, marcada para 27 e 28 de janeiro, em um embate entre o rigor técnico e a artilharia política.
Powell tenta equilibrar a taxa de juros contra um desemprego de 4,4% e uma inflação de 2,7% em 2025. Para Trump, essa inflação já permite o corte de juros. No entanto, dirigentes do Fed apontam a resiliência do mercado de trabalho e a inflação acima da meta como riscos.


