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Tsunami meteorológico atinge dois estados do Sul do Brasil

O fenômeno provocou estragos no litoral Sul de Santa Catarina – Foto: Divulgação O fenômeno conhecido como tsunami meteorológico atingiu dois estados do Sul do Brasil nesta segunda-feira (21). Na madrugada, durante a chegada do temporal, um meteotsunami afetou Capão da Canoa, no Litoral Norte gaúcho. Na manhã de hoje, foi a vez de um […]

O fenômeno provocou estragos no litoral Sul de Santa Catarina –

O fenômeno conhecido como tsunami meteorológico atingiu dois estados do Sul do Brasil nesta segunda-feira (21). Na madrugada, durante a chegada do temporal, um meteotsunami afetou Capão da Canoa, no Litoral Norte gaúcho. Na manhã de hoje, foi a vez de um tsunami meteorológico atingir o litoral Sul de Santa Catarina.

O fenômeno provocou estragos no litoral Sul de Santa Catarina. O meteotsunami atingiu principalmente a região da Praia do Cardoso, próximo ao Farol de Santa Marta, em Laguna, onde a água avançou rapidamente sobre a faixa de areia, arrastou barcos e invadiu ruas e estabelecimentos comerciais. Também houve registros em Jaguaruna.

O episódio ocorreu antes das 6h, quando pescadores aguardavam uma melhora das condições do tempo para iniciar as atividades. Um pescador narrou contou que havia retirado algumas embarcações da área mais próxima do mar, mas foi surpreendido pela força da água.

Durante a tentativa de salvar o próprio barco e o de um amigo, ele precisou enfrentar a correnteza e relatou que a água chegou à altura do peito. Apesar dos danos materiais e do susto, não houve registro de feridos.

O principal gatilho para o fenômeno é uma variação rápida da pressão atmosférica, geralmente associada a frentes frias, linhas de instabilidade, tempestades intensas ou rajadas muito fortes de vento sobre o mar. As perturbações se deslocam rapidamente e, muitas vezes, têm escala espacial pequena, ocorrendo em minutos ou poucas dezenas de minutos.

Para que um meteotsunami se forme, a velocidade do distúrbio atmosférico precisa coincidir com a velocidade natural de propagação das ondas no mar, um processo conhecido como ressonância. A “sincronia” é difícil de antecipar, pois pequenas mudanças na intensidade do vento, na pressão ou na trajetória do sistema já impedem o fenômeno de se desenvolver.

Os registros de meteotsunamis no Brasil são escassos e, por muito tempo, esses eventos foram pouco compreendidos ou atribuídos genericamente a “ressacas” ou variações anômalas da maré. Os primeiros relatos compatíveis com meteotsunamis aparecem em registros históricos e jornais do século XX, especialmente no Sul e no Sudeste. Levantamento da FURG mostra que entre 2009 e 2021, pelo menos, sete eventos foram registrados nos litorais Sul e Médio do Rio Grande do Sul e no litoral de Santa Catarina: Pântano do Sul (SC), em 2009; Cassino (RS), em 2014; trecho Araranguá – Rincão (SC), em 2016; Tavares e Mostardas (RS), em 2018; trecho Rincão – Camboriú (SC); em 2019; e, novamente, no Cassino (RS), em 2020 e 2021. Em praticamente todos, houve estragos em veículos que estavam sobre a areia e em habitações vizinhas à praia.

Com informações: Metsul



Fonte:A Rede PG

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