As vendas de veículos terminaram 2025 com crescimento de apenas 2,1% no acumulado do ano, bem abaixo da alta de 14,1% registrada em 2024 e das previsões da indústria. Entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus, foram 2,69 milhões de unidades vendidas.
O resultado ficou aquém das projeções da entidade, que iniciou o ano passado prevendo crescimento de 5%. O prognóstico foi revisto para baixo ao longo do ano, e em outubro, na última atualização, as projeções da entidade apontavam a um crescimento de 2,6% nas vendas de 2025.
O freio no mercado de veículos se deve, principalmente, à elevação dos juros, que tornou o crédito mais caro. Por outro lado, a expansão do emprego e da renda, as vendas para locadoras e os descontos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), concedidos pelo governo federal a modelos de entrada no programa Carro Sustentável, ajudaram a sustentar os volumes.
Em dezembro, as vendas de veículos foram as maiores de um mês em onze anos, com 279,4 mil unidades licenciadas no mês passado, o que corresponde a um crescimento de 8,6% em relação a dezembro de 2024. Ainda assim, a indústria não conseguiu retomar no total do ano passado o nível de 2019 – ou seja, de antes da pandemia -, quando foram vendidos quase 100 mil veículos a mais.


