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Vereador de São Paulo se afasta do PT após prisão por suspeita de ligação com o PCC

Senival Moura, vereador preso por envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro do PCC, solicita afastamento do Partido dos Trabalhadores para focar em sua defesa.

O vereador Senival Moura anunciou seu afastamento do Partido dos Trabalhadores (PT), conforme comunicado do Diretório Municipal da legenda, divulgado neste domingo, 28. O político está detido desde a última quinta-feira, 25, sob a acusação de integrar um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), utilizando a empresa de ônibus Transunião, que opera no transporte coletivo da cidade de São Paulo.

De acordo com informações do partido, a solicitação de afastamento foi feita para que Senival possa se concentrar em sua defesa e evitar que as investigações sejam ligadas à imagem da legenda. "O vereador Senival Moura encaminhou à direção do Diretório Municipal do PT São Paulo o pedido de afastamento de sua filiação ao Partido dos Trabalhadores, com a justificativa de se dedicar à sua defesa e de não vincular os últimos acontecimentos ao partido", destacou a nota emitida pela sigla.

O edil permanece preso em decorrência de uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, que investiga uma possível infiltração do PCC no setor de transporte coletivo da capital. A defesa de Senival Moura manifestou indignação em relação à prisão, afirmando que o vereador não cometeu irregularidades. Os advogados ressaltaram que ele confia na Justiça e acredita que a investigação demonstrará a ausência de condutas ilícitas.

O PT também informou que o caso será encaminhado à Comissão de Ética, que avaliará a situação e poderá adotar medidas disciplinares, que incluem tanto o afastamento cautelar quanto a expulsão do partido, dependendo do andamento das investigações. A legenda enfatizou que não compactua com práticas ilícitas e defendeu a apuração dos fatos pelas autoridades competentes, respeitando o direito de defesa e o devido processo legal.

As investigações apontam que Senival Moura teria se envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao PCC através da Transunião, embora o vereador tenha negado as acusações feitas contra ele.

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