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Victor Jansen, distrital mais jovem eleito no DF, defende oposição firme da direita

Eleito com 32.120 votos, o deputado distrital Victor Jansen (PL) afirma que a direita precisa honrar os votos recebidos e fazer oposição dura após a eleição presidencial.

O deputado distrital eleito Victor Jansen (PL), o mais jovem a conquistar uma cadeira na próxima legislatura do Distrito Federal, defende que a direita mantenha uma oposição firme após a eleição presidencial. Bolsonarista e ligado a movimentos conservadores de base, ele afirma que o resultado das urnas não deve levar representantes do campo político a reduzir a mobilização ou abandonar as agendas apresentadas durante a campanha. "A direita precisa honrar os votos que recebeu e ser uma oposição dura", diz ele.

Aos 25 anos, Jansen foi eleito com 32.120 votos, equivalentes a 1,89% dos votos válidos para deputado distrital. Ele terminou a disputa na 11ª posição e integrará a Câmara Legislativa do Distrito Federal a partir de 2027. Filiado ao PL, conquistou uma das cinco cadeiras obtidas pelo partido na eleição deste ano.

A cobrança do futuro distrital se dirige a representantes de diferentes esferas, sejam deputados estaduais, distritais e federais, até senadores e governadores. Na avaliação dele, os eleitos precisam permanecer na linha de frente da defesa das propostas que justificaram suas candidaturas. Jansen sustenta que a atuação deve incluir resistência a iniciativas da esquerda que, em seu entendimento, possam representar retrocessos econômicos ou contrariar princípios defendidos pelo eleitorado conservador.

Jansen também demonstra preocupação com a continuidade dos compromissos de campanha depois da eleição. Por integrar a frente de base, igual nomes como Nikolas Ferreiras, João Pedro Pugina e Júlia de Castro, ele considera que as agendas correm risco de perder força quando seus defensores chegam aos cargos públicos. Ele entende que a conquista de mandatos deve seguir efetiva.

O jovem ganhou projeção na capital federal com iniciativas conservadoras relacionadas à Universidade de Brasília (UnB), entre elas o movimento Make UnB Free Again. Também ligado ao segmento evangélico e a mobilizações de apoio a Jair Bolsonaro, o distrital nem sequer diminuiu o alto fluxo de publicações nas redes sociais, mesmo fora do calendário eleitoral. Desde o resultado do 2º turno, Jansen emendou o pós-campanha com conteúdos de feed, reels e stories em sentimento anti-Lula.

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