O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, recusou o depoimento na CPMI do INSS agendado para segunda-feira (23) devido ao que avalia como um clima hostil na comissão. O empresário também manifestou temor de constrangimentos públicos ao ser transportado em aeronave da Polícia Federal, opção vetada pela defesa.
O caso ganhou destaque após decisão do ministro do STF André Mendonça, que permitiu o comparecimento de Vorcaro, mas vedou o uso de jatinho particular, exigindo voo comercial ou transporte em avião da PF. A presença foi tornada facultativa pelo despacho judicial, reforçando a posição do empresário em evitar a CPMI.
Agora o proprietário do Banco Master negocia prestar esclarecimentos na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, em audiência marcada para terça-feira (24). Integrantes da CAE afirmam que o ambiente seria menos tenso, permitindo abordar temas mais amplos, inclusive sobre relações com ministros do STF.
A defesa de Vorcaro destaca que o depoimento é voluntário e que o empresário busca tratar dos fatos, mas apenas em condições que julgue adequadas. A CPMI do INSS investiga contratos de empréstimos consignados firmados pelo Banco Master com aposentados e pensionistas, onde mais de 250 mil foram suspensos por falta de comprovação de anuência dos beneficiários.

