No próximo dia 4 de outubro, os cidadãos irão às urnas para escolher seus representantes. Em meio a esse cenário, um jornalista esportivo compartilha suas reflexões sobre a relação entre a paixão pelo futebol e as decisões políticas, ressaltando que a escolha dos seis candidatos que receberão seus votos não foi baseada no clube de coração de cada um deles.
O autor menciona que, em suas escolhas, a conexão com os times não influenciou seu voto. Ele destaca que seu candidato a deputado federal é um arquiteto e urbanista, vereador na capital paulista e santista. A candidata a deputada estadual é uma reconhecida prefeita da cidade de São Paulo e corinthiana. Para o Senado, ele possui duas candidatas rivais, uma palmeirense e outra corinthiana. O candidato a governador é são-paulino, enquanto o candidato a presidente, que tomou medidas contra as apostas, é corinthiano.
Esses votos foram cuidadosamente analisados, embora a decisão em alguns casos tenha sido mais difícil do que em outros. O jornalista menciona que, para deputado estadual, ele ponderou entre um candidato são-paulino e uma sambista rubro-negra e verde-rosa, mas optou pela ex-prefeita. No caso do Senado, ele expressa descontentamento, afirmando que suas escolhas foram baseadas na exclusão de opções que não lhe agradavam.
O autor reforça que, como jornalista, mencionou a afinidade esportiva dos candidatos apenas como uma curiosidade, reiterando que essa característica não teve qualquer impacto em suas escolhas. Ele observa que, infelizmente, a influência do time de coração nas eleições é uma realidade recorrente desde a redemocratização do Brasil.
A reflexão do jornalista se estende a aspectos mais amplos da sociedade, citando a frase do dramaturgo Bertolt Brecht, que alerta sobre os perigos do fascismo. Ele conclui que a consciência política deve prevalecer sobre as preferências esportivas, enfatizando a importância de um voto crítico e bem fundamentado, especialmente em um momento tão decisivo para o país.

