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Escândalo de prostituição envolve jogadores da primeira divisão italiana, incluindo Carlos

Um esquema de prostituição que envolve 50 jogadores da primeira divisão do Campeonato Italiano, incluindo Carlos Augusto, está sendo investigado. O caso levanta questões sobre exploração e festas em ambientes luxuosos.

Um novo escândalo envolvendo o futebol italiano está em destaque, com investigações que apontam para a participação de jogadores da primeira divisão em uma rede de prostituição. Entre os 50 atletas citados, encontra-se Carlos Augusto, que tem sido convocado regularmente para a Seleção Brasileira. A informação foi divulgada pelo site Il Giornale.

A investigação da Promotoria de Milão levou à revelação dos nomes de diversos jogadores, que foram mencionados em escutas telefônicas. Além de Carlos Augusto, outros atletas como Bastoni, Bellanova, Bisseck, Hakimi, Coutinho, Skriniar, De Winter, Leao, Giroud, Menez, Calafiori, Huijsen, Vlahovic, Arthur, Alvaro, Scamacca, Ruggeri, Maldini e Tavares também estão na lista. Os brasileiros Philippe Coutinho, ex-jogador do Vasco, e Arthur, que atua no Grêmio, são alguns dos nomes mais conhecidos envolvidos.

As investigações revelaram que as festas onde ocorriam os encontros eram realizadas em ambientes de luxo, incluindo hotéis e casas noturnas, Tanto na Itália quanto em locais turísticos como Mykonos, na Grécia. A operação estaria centralizada em Cinisello Balsamo, na região de Milão, e é supostamente dirigida pelo casal Emanuele Buttini e Deborah Ronch, que atualmente cumprem prisão domiciliar, assim como outros dois indivíduos relacionados ao caso.

A Promotoria de Milão está coletando evidências que incluem transferências financeiras, escutas telefônicas e atividades em redes sociais. Em algumas conversas interceptadas, foi mencionada a negociação de uma mulher brasileira, levantando preocupações sobre a natureza das interações. Além disso, relatos indicam que as mulheres envolvidas arcavam com os custos de estadia e repassavam uma parte significativa do que recebiam pelos serviços prestados, sugerindo uma estrutura de exploração.

Outro aspecto que tem chamado a atenção das autoridades é o ambiente das festas, descrito como excessivo. Há menções ao uso de óxido nitroso, conhecido como “gás do riso”, que provoca euforia e não deixa vestígios em exames antidoping. Essas circunstâncias levantam questões sobre a saúde e segurança dos envolvidos.

Apesar da gravidade das acusações, a prostituição em si não é considerada crime na Itália ou no Brasil quando ocorre de forma voluntária. O que é proibido pela legislação é a exploração associada a essa atividade. A Promotoria italiana está investigando se a empresa operava um sistema estruturado de exploração em vez de apenas promover encontros.

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