A dívida pública bruta do Brasil apresentou um aumento em março, atingindo 80,1% do PIB, uma elevação em relação aos 79,2% registrados no mês anterior. Os dados foram divulgados pelo Banco Central e indicam que o crescimento da dívida superou as expectativas do mercado financeiro.
Além da dívida bruta, a dívida líquida do setor público também teve crescimento, subindo de 65,5% para 66,8%. As previsões feitas anteriormente apontavam para uma dívida bruta de 79,6% e uma dívida líquida de 66,1%, evidenciando um cenário fiscal mais desafiador do que o aguardado.
O déficit primário do setor público consolidado foi outro ponto que chamou a atenção, registrando um saldo negativo de R$80,676 bilhões em março. Economistas tinham projetado um déficit de R$66,75 bilhões, o que demonstra um desvio significativo das expectativas do mercado.
No detalhamento do déficit, o governo central foi responsável por um rombo de R$74,813 bilhões, enquanto os Estados e municípios enfrentaram um déficit primário de R$5,394 bilhões. As estatais, por sua vez, apresentaram um saldo negativo de R$469 milhões, contribuindo para o cenário de deterioração fiscal.
Esses números refletem um contexto econômico complexo e indicam a necessidade de medidas para reverter a trajetória de aumento da dívida pública e do déficit primário, que impactam diretamente a saúde fiscal do país.

