Na quarta-feira, 29, dois homens judeus foram esfaqueados em Golders Green, um bairro no norte de Londres conhecido por sua significativa comunidade judaica. A polícia britânica anunciou nesta sexta-feira, 1º, a acusação formal contra um homem de 45 anos, natural da Somália e cidadão britânico. Ele enfrenta acusações de duas tentativas de homicídio e posse de arma branca em local público, conforme comunicado das autoridades.
As vítimas do ataque têm 76 e 34 anos e permanecem internadas, mas seus estados de saúde foram considerados estáveis pelas autoridades médicas. A polícia expressou preocupação com a possibilidade de novos ataques semelhantes nos próximos seis meses, evidenciando um aumento na vigilância sobre a segurança da comunidade judaica local.
Nos últimos meses, Londres registrou uma série de incidentes antissemitas, com quase 30 detenções relacionadas a investigações sobre incêndios criminosos em propriedades judaicas. Esses ataques foram reivindicados pelo grupo extremista “Harakat Ashab al Yamin al Islamiyya” (Hayi), que é identificado como pró-Irã e está associado a incidentes em diversos países europeus.
No mesmo dia do ataque em Golders Green, o grupo Hayi manifestou apoio ao agressor, descrevendo-o como um de seus “lobos solitários”. Essa conexão com o extremismo levanta preocupações adicionais sobre a segurança da comunidade judaica e a necessidade de ações preventivas por parte das autoridades locais.
A polícia britânica continua a investigar o caso e reforçar a segurança nas áreas com maior presença judaica, buscando garantir a proteção da comunidade em meio a um cenário de crescente violência e ataques antissemitas na região.

