A temporada atual tem se mostrado desafiadora para os clubes paranaenses, Athletico e Coritiba, devido a um calendário apertado e à necessidade de conciliar jogos dos campeonatos estaduais com as competições nacionais. A Copa do Mundo também gerou uma longa paralisação, dificultando o trabalho dos profissionais responsáveis pelo condicionamento físico das equipes. Este cenário atípico tem gerado uma verdadeira correria desde o início de janeiro, com partidas entrelaçadas dos campeonatos estaduais, Campeonato Paranaense, Copa do Brasil e torneios continentais, como Libertadores e Sul-Americana.
Diante das circunstâncias, as projeções para o desempenho da dupla Atletiba na continuidade da temporada são incertas. O encerramento da Copa do Brasil dará abertura a uma nova janela de contratações, com a expectativa de que isso possa melhorar a produtividade técnica das equipes. Assim, é mais viável realizar análises e observações em relação a no máximo dois jogos de cada um dos representantes do Paraná nas Séries A e B, que também estão envolvidos na Copa do Brasil.
O Coritiba, que havia mantido uma regularidade estranha, com vitórias fora de casa e perdas em casa, agora enfrenta um desafio importante. O time, que sofreu com expulsões de jogadores, precisa retomar sua performance. No Alto da Glória, o Coxa terá um confronto crucial contra o Internacional, onde a vitória é obrigatória. Na sequência, enfrentará o Santos também no Alto da Gloria, pela Copa do Brasil.
Por sua vez, o Athletico tenta se recuperar de uma eliminação considerada vexatória para o Londrina, ocorrida na Arena da Baixada, pelo Campeonato Paranaense. Embora o início no Brasileirão tenha sido promissor, a equipe tem alternado entre bons e maus desempenhos. O técnico Odair Hellmann realizou ajustes na defesa, abandonando algumas experiências que não têm dado certo. A melhora no meio de campo, com jogadores como Luiz Gustavo, Jadson e Dudu ou João Cruz, tem sido notável, embora a insistência em jogadores como Portilla e Zapelli ainda suscite críticas.
No setor ofensivo, Mendoza tem se destacado em sua função, e Viveros se mostrou um artilheiro eficaz, servindo como ponto de referência tanto para os companheiros quanto para os adversários. A arbitragem, que tem enfrentado críticas pela sua atuação, também é um fator a ser considerado neste contexto. Os confrontos contra Vasco, pelo Brasileirão, e Atlético Goianense, pela Copa do Brasil, podem representar um divisor de águas para o Furacão, que busca estabilizar sua situação na temporada.

