A Justiça decidiu libertar, no dia 23, Victor Hugo da Silva, um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) conhecido como "Falcão". Ele é considerado um dos principais articuladores de um plano para assassinar o promotor de Justiça Lincoln Gakiya e o coordenador de presídios da região oeste paulista, Roberto Medina.
Falcão, de 20 anos, estava detido no Centro de Detenção Provisória de Caiuá, onde cumpria uma pena de cinco anos por tráfico de drogas. Essa condenação foi imposta em fevereiro pela juíza Sizara Corral de Arêa Leão, da 3ª Vara Criminal de Presidente Prudente.
No entanto, em uma decisão proferida no dia 22, a 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo considerou que a quantidade de droga apreendida com Falcão — especificamente 9,69 gramas de crack — não configurava tráfico. Assim, a acusação foi desclassificada e ele foi solto no dia seguinte, conforme informações divulgadas.
No mesmo processo, Gabriel Custódio dos Santos, de 25 anos, que também havia sido condenado, teve sua pena reduzida de sete para seis anos de prisão. Os desembargadores decidiram pela manutenção da prisão de Custódio, uma vez que ele admitiu ter praticado o tráfico.
Ambos foram detidos em julho de 2025, na região de Presidente Prudente. Durante as investigações, a polícia apreendeu o celular de Falcão, que foi submetido a uma perícia. Os investigadores encontraram mensagens, áudios, vídeos e mapas que continham endereços das residências de Gakiya e Medina, além de informações sobre os deslocamentos das autoridades.
As informações coletadas do dispositivo auxiliaram na identificação de outros membros da facção criminosa envolvidos no plano. Em outubro, a Polícia Civil realizou uma operação para cumprir mandados de busca, apreensão e prisão relacionados ao caso.

