PUBLICIDADE

TOPO SITE

Previsões alarmantes para a inflação de alimentos até 2027

Economistas alertam para um cenário inflacionário complicado, com a possibilidade de aumento nos preços dos alimentos nos próximos anos, impulsionado por fatores climáticos e de mercado.

A inflação de alimentos no Brasil pode enfrentar um cenário desafiador nos próximos anos, com previsões de aumentos acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tanto em 2026 quanto em 2027. Essa situação é agravada por fatores como a guerra entre Estados Unidos e Irã, que impactou o escoamento de fertilizantes, e a expectativa de um El Niño forte em 2026.

A parte de alimentação e bebidas, que compõe mais de 21,3% do IPCA, é crucial para a inflação, e no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) esse percentual sobe para 24,3%. De acordo com estimativas, um cenário extremo de El Niño pode adicionar até 2 pontos percentuais à alta do IPCA, complicando ainda mais a meta do Banco Central de 3%.

Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, observa que os clientes do agronegócio estão preocupados com o aumento dos preços dos fertilizantes, o que pode resultar em repasses aos consumidores. A expectativa é que os preços dos alimentos aumentem, uma vez que a pressão sobre os insumos não pode ser ignorada. A inflação acumulada de alimentos pode chegar a 10% ainda em 2023, segundo previsões.

Luis Otávio de Souza Leal, economista-chefe da G5 Partners, destaca que, em anos com a formação do El Niño, a inflação anual média dos alimentos costuma ser de 11,6%, enquanto sem o fenômeno esse índice se estabelece em 6,1%. A previsão é que, com o fenômeno climático, culturas de safra curta, como legumes e frutas, sofram impactos significativos, elevando os preços no segundo semestre.

Caso o El Niño inicie em junho, o efeito na inflação já se fará sentir em 2023, mas se começar em agosto, a produção de alimentos será mais afetada em 2027. As estimativas da G5 apontam para uma variação dos preços dos alimentos que deve aumentar de 5% este ano para 7% no próximo, evidenciando um período complicado para os consumidores nos próximos anos.

Leia mais

PUBLICIDADE

LATERAL
Rolar para cima