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Operação da PF investiga R$ 107 milhões investidos por Cajamar em bancos privados

A Polícia Federal investiga aplicações de R$ 107 milhões do instituto de previdência dos servidores de Cajamar em instituições financeiras, incluindo R$ 87 milhões no Banco Master. A ação apura gestão temerária e envolve ex-dirigentes do instituto.
Foto: Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã do dia 13 de maio de 2026 uma operação para investigar aplicações financeiras no valor de R$ 107 milhões feitas pelo instituto de previdência dos servidores de Cajamar, localizado no interior de São Paulo. Entre os investimentos, estão R$ 87 milhões alocados no Banco Master, que é gerido por Daniel Vorcaro, atualmente preso e que entregou recentemente uma proposta de delação premiada.

A investigação da PF se concentra em suspeitas de gestão temerária relacionadas à compra de quatro "Letras Financeiras" emitidas por bancos privados. Esses investimentos de renda fixa não têm a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que implica um risco significativo de perda total dos valores aplicados caso ocorra alguma falência nas instituições financeiras envolvidas.

A operação inclui o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Cajamar e Boituva. Além disso, a Justiça determinou o afastamento de funções públicas e a indisponibilidade de bens dos investigados. As ordens judiciais foram emitidas pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Os alvos da investigação são ex-dirigentes do instituto previdenciário municipal que foram responsáveis pelas aplicações financeiras realizadas entre outubro de 2023 e março de 2024. As aplicações foram assinadas por Luiz Henrique Miranda Teixeira, que atuava como diretor-executivo; Milton Marques Dias, diretor administrativo e financeiro; e Marcelo Ribas de Oliveira, que cuidava da área de benefícios. Todos eles estão sob investigação pela PF.

Essas aplicações financeiras ocorreram durante a gestão do ex-prefeito Danilo Joan, que não é alvo da operação. Na época, a responsabilidade de nomear os dirigentes do instituto de previdência recaía sobre o chefe do Executivo municipal. A situação levanta preocupações sobre a administração dos recursos públicos e a segurança dos investimentos realizados em nome dos servidores de Cajamar.

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