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Investigação sobre pássaros de Anderson Torres é reaberta pela PF após arquivamento anterior

A Polícia Federal reabriu um inquérito sobre a criação de 55 pássaros pelo ex-ministro Anderson Torres, que já havia sido arquivado. 16 aves morreram sob custódia do Ibama, levando a novas apurações.
O ex-ministro da Justiça Anderson Torres e a criação de pássaros - (Cristiano Ma

O ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, que está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar em Brasília, enfrenta um novo desdobramento em sua situação jurídica. A Polícia Federal (PF) decidiu reabrir um inquérito relacionado à criação irregular de pássaros, que já havia sido arquivado pela Justiça. Essa reabertura se baseia em um relatório recente de fiscalização do Ibama, elaborado pelo mesmo fiscal que atuou na investigação anterior.

A primeira apuração foi instaurada em 2023, após a PF realizar buscas na residência de Torres, onde foram encontrados 55 pássaros. Na época, o caso gerou uma investigação por crime ambiental. No entanto, em abril de 2024, o Ministério Público Federal concluiu que não havia evidências suficientes para comprovar qualquer crime por parte do ex-ministro, resultando no arquivamento do inquérito em maio do mesmo ano, com a decisão do juiz substituto da 10ª Vara da Justiça Federal, Ricardo Augusto Soares Leite.

Durante o período em que os pássaros estiveram sob a guarda do Ibama, 16 aves morreram. Anderson Torres sempre alegou que possuía as autorizações necessárias dos órgãos de fiscalização para manter a criação de pássaros. Em decorrência disso, a Justiça suspendeu os autos de infração que haviam sido lavrados contra ele e ordenou a devolução dos animais.

Em uma nova virada no caso, em julho de 2025, o desembargador federal Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), impôs uma multa diária de 2.000 reais ao Ibama, caso o órgão não comprovasse a devolução dos pássaros e das gaiolas. Em dezembro do mesmo ano, uma decisão colegiada do TRF1 aumentou essa penalidade para 3.000 reais diários e impôs uma multa adicional de 5.000 reais por “ato atentatório à dignidade da Justiça”.

No dia 27 de abril, a PF voltou a se dirigir a Anderson Torres para ouvi-lo sobre os mesmos fatos investigados anteriormente. A diferença agora é que um novo inquérito foi instaurado, fundamentado em um novo relatório do Ibama. A defesa de Torres, no entanto, considera a reabertura da investigação como uma forma de perseguição política, alegando que o fiscal do Ibama que elaborou o relatório foi candidato a deputado pela coligação Rede/Psol em Brasília, embora não tenha sido eleito.

Esse novo capítulo no caso de Anderson Torres levanta questões sobre a condução das investigações e a relação entre a fiscalização ambiental e os desdobramentos políticos que cercam o ex-ministro.

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