PUBLICIDADE

TOPO SITE

Banco de Edir Macedo é investigado por operações financeiras suspeitas

O banco Digimais, vinculado a Edir Macedo, é alvo de investigações da Polícia Federal após manobras financeiras que ocultaram perdas bilionárias. Documentos revelam transferência de créditos inadimplentes para fundos de investimento da própria instituição.
Foto: Foto: Reprodução/Instagram

No dia 18 de maio de 2026, às 08h56, o banco Digimais, do bispo Edir Macedo, passou a ser investigado pela Polícia Federal (PF) em razão de práticas financeiras que teriam ocultado perdas bilionárias. Informações reveladas indicam que a instituição utilizou fundos de investimento, do qual é cotista, para retirar do balanço carteiras de crédito inadimplente, com o intuito de melhorar artificialmente seus resultados financeiros.

Documentos obtidos mostram que o Digimais transferiu financiamentos com calotes que totalizam centenas de milhões de reais para esses fundos. Essa manobra resultou na omissão de perdas significativas nas demonstrações financeiras da instituição. Além disso, o banco negociou precatórios de difícil recebimento com a holding ligada a Edir Macedo, o que levantou preocupações entre auditores independentes.

Peritos do setor financeiro classificaram algumas dessas operações como de “alto risco regulatório” e sinalizaram um “sinal vermelho forte”. A transferência das carteiras problemáticas para os fundos permitiu ao Digimais declarar um lucro de R$ 31 milhões no final de 2025, evitando o reconhecimento de pelo menos R$ 480 milhões em créditos vencidos no balanço oficial.

O montante total exposto nos fundos alcança R$ 3 bilhões, e parte dessas estruturas não pôde ser auditada completamente devido à falta de acesso aos documentos necessários por parte dos auditores independentes. Os fundos absorveram, em sua maioria, carteiras de financiamento de veículos, que representam o principal negócio do Digimais. Muitas dessas operações envolviam clientes considerados de alto risco, veículos antigos e contratos com alta taxa de inadimplência.

Entre os fundos mencionados, destaca-se o Tabor, que possuía R$ 960 milhões em carteiras de crédito em abril de 2026, com R$ 575 milhões dessa quantia em inadimplência. Também foram identificados mais de R$ 200 milhões em parcelas atrasadas há até 720 dias. Apesar da situação, o último balanço semestral do Digimais indicava apenas R$ 366 milhões em créditos vencidos na carteira de financiamento de veículos.

Auditorias realizadas levantaram questões sobre a natureza das operações, indicando que estas poderiam não refletir condições usuais de mercado. A auditoria ressalta que a operação pode não prever remuneração compatível com sua natureza econômica, dependendo do recebimento por parte da adquirente ou por meio de aporte dos controladores finais.

Leia mais

PUBLICIDADE

LATERAL
Rolar para cima