Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL, está reformulando sua estratégia de comunicação em resposta a um cenário de notícias desfavoráveis. Ele anunciou a contratação de Eduardo Fischer, um publicitário renomado, conhecido pela criação de campanhas memoráveis, incluindo o famoso slogan "Brahma, a número 1", que se tornou um ícone durante a Copa do Mundo de 1994. Fischer, que já foi eleito cinco vezes como o maior publicitário do ano e recebeu mais de 700 prêmios, assume um papel central pela primeira vez em uma campanha política, apesar das dificuldades enfrentadas por Flávio, que viu suas intenções de voto diminuírem após um episódio relacionado ao financiamento do filme Dark Horse.
A trajetória de Fischer no marketing é notável, tendo também criado a campanha 'Baby' para a Telesp Celular, que introduziu o primeiro plano pré-pago do Brasil. Ele foi o responsável pela revitalização da imagem do "baixinho da Kaiser" e, em 2010, idealizou o festival SWU, que trouxe um conceito de mobilização social ao Brasil, semelhante ao que foi o Woodstock. A escolha de Fischer reflete uma tentativa de Flávio de resgatar a confiança do eleitorado em um momento delicado da pré-campanha.
A saída de MARCELLO Lopes, amigo de Flávio e Dono da Calix, contribuiu para a mudança de rumo. Lopes, que atuava como conselheiro informal, decidiu se afastar após a pressão causada pela crise do caso Master. Embora tivesse planejado começar oficialmente no dia 1 de junho, sua viagem à Flórida com a família coincidiu com o surgimento de um áudio envolvendo Flávio e Daniel Vorcaro, no qual o senador buscava apoio financeiro para o filme Dark Horse, que retrata a campanha de Jair Bolsonaro em 2018 e o ataque sofrido por ele por Adélio Bispo.
A situação se complicou com a declaração da produtora do filme nos EUA, que esclareceu que o investimento não proveniente do Master, mas do grupo Entre, de Antonio Freixo. Essa confusão gerou desconforto e exigiu uma resposta mais eficaz da equipe de comunicação de Flávio, que já enfrentava um momento crítico. Aliados passaram a exigir mudanças na estratégia de divulgação, apontando que a ausência de Lopes no período crucial da campanha estava prejudicando a imagem do pré-candidato.
Após retornar ao Brasil, Lopes expressou seu descontentamento com a situação ao senador e colocou seu cargo à disposição, sinalizando a necessidade de ajustes na equipe de campanha. A reestruturação na comunicação de Flávio Bolsonaro demonstra a urgência de recuperar a confiança do eleitorado e reafirmar sua posição como um dos favoritos da direita para as eleições de outubro de 2026.

