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Delação de ex-banqueiro do Banco Master é rejeitada pela PF

A Polícia Federal recusou a proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que está preso desde março. As informações fornecidas foram consideradas seletivas e insuficientes para as investigações.
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A Polícia Federal (PF) rejeitou a proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, na quarta-feira, 20. O executivo, que se encontra preso desde 4 de março sob suspeitas de fraudes financeiras, ainda está em negociações com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para tentar viabilizar um acordo de colaboração.

Os relatos oferecidos por Vorcaro foram considerados pelos investigadores como seletivos e de pouca relevância para o avanço das apurações em curso. No início de maio, a defesa do ex-banqueiro havia submetido uma proposta inicial à PF e à PGR, mas as informações não atenderam às expectativas dos responsáveis pelo caso.

Um ponto que gerou descontentamento foi a omissão de informações sobre o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que, segundo a investigação, teria recebido vantagens indevidas de Vorcaro. Essa omissão foi vista como uma falha significativa nos relatos apresentados pelo empresário.

Além disso, a investigação revelou que Ciro Nogueira teria proposto uma emenda legislativa para aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. De acordo com os investigadores, membros do Banco Master estiveram envolvidos na elaboração dessa proposta.

Nos bastidores, a possível delação de Vorcaro é considerada de grande impacto, com a expectativa de que aborde a participação de servidores públicos e operadores do mercado financeiro no escândalo em questão. Há indícios de que os depoimentos possam incluir menções a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

As negociações incluem ainda a busca por imunidade jurídica para os familiares de Vorcaro, especialmente seu pai e sua irmã, para que movimentações financeiras atribuídas a ele não afetem seus parentes durante as investigações. O ex-banqueiro está disposto a reconhecer alguns episódios de lavagem de dinheiro, mas mantém a negação de que tenha feito parte de qualquer organização criminosa. Interlocutores acreditam que os relatos possam se estender ao Banco Regional de Brasília, ampliando o escopo do caso em análise.

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