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Riscos Fiscais da União alcançam R$ 4,8 trilhões, com Correios como potencial demanda

A Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgou relatório que revela riscos fiscais de R$ 4,8 trilhões para 2025. Queda nos passivos judiciais e situação financeira dos Correios são destacados.
Foto: Foto: Reprodução

Um novo relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI) indica que a exposição da União a riscos fiscais específicos atingiu R$ 4.828,6 bilhões em 2025, representando 37,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O documento, que foi publicado em 22 de maio de 2026, analisa o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2027 (PLDO 2027) e inclui passivos contingentes, riscos macroeconômicos e ameaças ao equilíbrio das contas públicas nos próximos anos.

Apesar do montante significativo, os dados mostram que o estoque total de riscos tem diminuído desde o auge de 2022, quando chegou a 57,2% do PIB. Essa redução é atribuída, principalmente, à diminuição dos passivos relacionados a demandas judiciais, que totalizaram R$ 2.273,2 bilhões, ou 17,8% do PIB, no ano anterior. Esses passivos podem se transformar em precatórios ou afetar a arrecadação tributária.

No que tange aos riscos financeiros, que englobam haveres com entes federativos, garantias da União e passivos em fase de reconhecimento, o totalizou R$ 1.679,3 bilhões, correspondendo a 13,2% do PIB. Este índice tem apresentado queda desde 2018, quando representava 20,8% do PIB. Os créditos da União com estados e municípios, que somam R$ 888,8 bilhões (7,0% do PIB), são o principal componente dessa categoria, com risco de inadimplência devido à instabilidade nas finanças subnacionais.

Entre os riscos considerados prováveis, o relatório destaca a situação financeira dos Correios, que podem necessitar de um aporte de recursos da União até 2027, caso não consigam inverter a tendência negativa observada em seus últimos balanços. Além disso, o documento menciona a possibilidade de compensação entre as metas fiscais do governo central e o desempenho das empresas estatais, um risco que ganhou importância, uma vez que o Executivo tem buscado atingir o piso das metas de resultado primário nos últimos exercícios.

O relatório também alerta que eventuais desvios nas projeções de PIB, inflação e massa salarial poderão impactar tanto as receitas quanto as despesas primárias a partir de 2026. A IFI, que está vinculada ao Senado Federal e foi criada para aumentar a transparência das contas públicas, manteve suas projeções para 2026 e 2027 inalteradas em relação ao mês anterior: um déficit primário do governo central de 0,7% e 1,3% do PIB, respectivamente. A dívida bruta está em trajetória de alta, devendo alcançar 86,2% do PIB em 2027.

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