Entre os conteúdos mencionados na representação, destaca-se um vídeo que associa Flávio ao nazismo, ilustrado por imagens de botas formando uma suástica sobre a bandeira dos Estados Unidos. A publicação afirma que o senador e seu pai são “fascistas lambe-botas dos EUA”, o que o movimento considera ofensivo e uma tentativa de desumanizar a imagem do parlamentar.
Outro vídeo citado na ação apresenta uma suposta declaração de Flávio, onde ele afirmaria “eu vou acabar com o Pix”. Os advogados alegam que esse conteúdo foi alterado por meio de tecnologia de deep fake, que modifica a voz e os movimentos labiais do senador. Além disso, a publicação também relaciona a família Bolsonaro ao governo de Donald Trump, acusando o grupo de agir contra o sistema de pagamentos brasileiro.
O movimento argumenta que os vídeos circularam em perfis com grandes quantidades de seguidores, e os responsáveis pela disseminação de tais conteúdos são acusados de propagar desinformação em ampla escala. A peça de denúncia sustenta que o material tem como objetivo influenciar o eleitorado antes do início oficial da campanha, comprometendo assim a igualdade no processo eleitoral.
Os advogados mencionam trechos da Lei das Eleições e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral que proíbem a propaganda antecipada, a divulgação de informações sabidamente falsas e o uso de conteúdos manipulados por inteligência artificial com o intuito de interferir nas eleições. Na ação, o grupo solicita a remoção das publicações e enfatiza que “a mentira digital organizada não pode substituir o debate político”.

