A indústria automotiva internacional e as autoridades de trânsito estão se mobilizando para implementar uma nova sinalização visual: luzes externas na cor turquesa para veículos em modo de condução autônoma. Essa iniciativa já está sendo testada e legislada em países como China e Estados Unidos, com o objetivo de alertar motoristas, pedestres e forças de segurança sobre a operação do veículo por meio de software, em vez de um condutor humano.
A Mercedes-Benz, que é uma das pioneiras na tecnologia de condução autônoma, optou pelo tom turquesa devido a critérios fisiológicos, uma vez que essa cor evita confusões com as luzes de semáforos, setas ou giroflex de ambulâncias, permitindo uma identificação rápida e clara no trânsito. Marcas como a GM já estão considerando a colocação de LEDs na cor turquesa nos retrovisores do modelo Escalade IQ nos EUA.
Na China, o movimento em torno da utilização de luzes turquesa para veículos autônomos se intensificou, com o país se preparando para tornar essa sinalização obrigatória em automóveis que possuam sistemas de automação de Níveis 2, 3 e 4. Atualmente, cerca de 30% dos motoristas chineses utilizam assistentes avançados de condução (ADAS) em sua rotina diária, o que sugere que essa tendência pode influenciar a adoção global dessa sinalização.
Além de proporcionar clareza visual, as luzes turquesa também têm o potencial de facilitar o trabalho das autoridades de trânsito. A identificação clara de um veículo em modo autônomo permite que policiais compreendam rapidamente a situação, evitando abordagens desnecessárias e interpretações errôneas. Contudo, essa novidade traz um efeito colateral interessante: motoristas que tenham más intenções podem tentar se aproveitar da situação,

