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Mercado de Trabalho Mantém Estabilidade em Abril, sem Novas Pressões ao Banco Central

Os dados de desemprego e renda do trimestre encerrado em abril de 2026 apontam para uma estabilidade no mercado de trabalho, sem provocar novas pressões sobre as decisões de juros do Banco Central. A taxa de desocupação ficou em 5,8%, enquanto o rendimento real habitual registrou um aumento significativo.

Os dados referentes ao desemprego e à renda no trimestre que se encerrou em abril de 2026 demonstram uma estabilidade relativa, ainda que em níveis próximos aos recordes históricos. Essa situação sugere que o mercado de trabalho não deve influenciar as futuras decisões do Banco Central sobre as taxas de juros, conforme a análise de economistas.

A taxa de desocupação, conforme divulgada pelo IBGE, alcançou 5,8%. As estimativas feitas por casas de investimento apresentam uma variação entre 5,4% e 5,6%. A mínima histórica para essa taxa foi registrada em 5,4%, nos trimestres que terminaram em outubro de 2025 e janeiro de 2026.

O rendimento real habitual, que está fixado em R$ 3.732, mostrou-se estável no trimestre e cresceu 5,3% em comparação ao ano anterior. A massa de rendimento real habitual, por sua vez, manteve a estabilidade e também registrou um aumento de 6,5%, totalizando R$ 377 bilhões, o que representa um acréscimo de R$ 22,9 bilhões no ano.

Rodolfo Margato, economista da XP, menciona que os números da PNAD reforçam a perspectiva de que o mercado de trabalho brasileiro continua bastante apertado. A taxa de desemprego permanece consideravelmente abaixo do nível neutro, estimado em torno de 7,0%, e essa condição deve se manter sem grandes mudanças no curto prazo.

Margato reafirma a projeção de taxa de desemprego em 5,6% ao final de 2026 e em 6,2% ao final de 2027. Ele observa que um mercado de trabalho ainda sólido, aliado a aumentos significativos na renda e no crédito, deve sustentar a demanda interna nos próximos meses. A expectativa de crescimento do PIB para 2026 é de 2,0%, com uma tendência de alta.

André Valério, economista sênior do Inter, também destaca a robustez do mercado, mas adverte que parece ter ultrapassado o pico, indicando uma possível deterioração nas margens devido ao aperto monetário contínuo e à alta nos preços de energia.

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