O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), expressou sua opinião sobre os pedidos para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) com a finalidade de investigar o Banco Master. Em declaração realizada nesta terça-feira (2), Alcolumbre destacou que a iniciativa possui motivações eleitorais. Ele argumentou que as investigações estão sendo conduzidas por órgãos competentes, como a Polícia Federal e o Ministério Público, o que tornaria desnecessária a formação de uma nova comissão no Legislativo.
Durante sua fala, o senador respondeu a pressões de parlamentares, tanto da base governista quanto da oposição, que solicitavam a leitura dos requerimentos para a instalação da CPMI. Ele observou que, sem essa formalidade, a comissão não pode ser constituída. Alcolumbre enfatizou que o foco das investigações está em andamento e criticou a tentativa de transformar o caso em um instrumento de disputa política. "Querem abrir mais uma CPI para fazer palanque eleitoral", afirmou.
O presidente do Congresso Nacional também fez referência a uma sessão conjunta recente, onde foi intensamente cobrado a respeito da CPMI. Alcolumbre relatou que, embora a reunião tivesse sido convocada para discutir matérias de interesse municipal, o único tema abordado foi o requerimento da comissão. "Eu passei quatro horas sendo ofendido por todos os congressistas que queriam a CPMI", comentou, ressaltando que seu objetivo era ajudar prefeitos de diversas cidades.
Na visão de Alcolumbre, os que defendem a CPMI alegam que a investigação serviria para esclarecer os fatos, mas na realidade, acreditam que a intenção é aumentar a polarização política, especialmente em um ano eleitoral. "Não é para passar o Brasil a limpo. É para fazer campanha eleitoral", destacou.
Atualmente, há pelo menos cinco pedidos de investigação relacionados ao Banco Master que estão sendo analisados no Congresso Nacional. Dentre esses, destaca-se um requerimento de CPMI apresentado pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) e outro protocolado pelas deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS). O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) também iniciou uma nova coleta de assinaturas para um pedido próprio de comissão mista.
Além disso, existem requerimentos para a criação de CPIs exclusivas na Câmara dos Deputados e no Senado, com o intuito de apurar as suspeitas envolvendo a instituição financeira. Apesar da pressão dos parlamentares, Alcolumbre mantém a posição de que a decisão sobre o momento adequado para a leitura dos requerimentos é prerrogativa da Presidência do Congresso, sem estabelecer um prazo para que o assunto avance.

