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Pesquisa aponta que quase metade da população culpa Lula por irregularidades do Master

Levantamento revela que 48% dos brasileiros que conhecem o caso Master atribuem responsabilidades ao governo de Luiz Inácio Lula, enquanto 32% apontam Jair Bolsonaro. A pesquisa também analisa a percepção sobre corrupção durante o terceiro mandato do petista.

Uma pesquisa realizada pelo PoderData, divulgada nesta segunda-feira, 8, revela que 48% dos brasileiros que estão a par do caso Master responsabilizam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas irregularidades associadas a esse escândalo. Em contrapartida, 32% dos entrevistados atribuem a responsabilidade à administração do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outros 20% afirmaram não saber quem seria o principal responsável pelas ilegalidades relacionadas à instituição financeira.

De acordo com o levantamento, 54% dos participantes afirmaram ter conhecimento sobre o caso Master. Em contraste, 44% disseram não conhecer o episódio, enquanto 2% optaram por não responder à pergunta. O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 após a detecção de irregularidades financeiras, resultando na prisão do ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro.

O estudo também abordou a percepção dos eleitores sobre a corrupção no Brasil desde o retorno de Lula ao Palácio do Planalto. Dos entrevistados, 47% consideram que a corrupção aumentou durante o atual mandato do petista, embora esse número tenha caído em dois pontos percentuais em comparação com a pesquisa anterior, realizada em janeiro. Por outro lado, 21% acreditam que a corrupção diminuiu nesse período, um aumento em relação aos 18% registrados em janeiro.

Além disso, 28% dos participantes afirmaram que a situação em relação à corrupção permaneceu inalterada, enquanto 5% não souberam ou não quiseram responder. A pesquisa do PoderData foi realizada entre 30 de maio e 1º de junho com 2,5 mil pessoas, apresentando uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%. Por não se tratar de um levantamento de intenções de voto, o estudo não foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral.

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