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Investigação sobre arma de Bolsonaro avança com pedido de depoimento ao STF

A Polícia Civil do Distrito Federal solicita autorização ao STF para ouvir Jair Bolsonaro em inquérito sobre arma apreendida com militar de sua segurança. A pistola estava sem o Certificado de Registro e foi encontrada durante blitz em Brasília.
Foto: Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a autorização para ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que investiga a apreensão de uma pistola registrada em seu nome. O pedido foi protocolado na quinta-feira (18) e, caso autorizado, o depoimento deve ocorrer por videoconferência na próxima quarta-feira (24), às 15h.

A ação da PCDF se deu após uma pistola Glock calibre 9 milímetros ser encontrada em um veículo durante uma blitz realizada pela Polícia Militar na noite de segunda-feira (15) em Taguatinga. O armamento estava com o segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, membro da equipe de segurança de Bolsonaro. Durante a abordagem, foi verificado que a pistola possuía registro em nome do ex-presidente, mas não estava acompanhada do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), documento essencial para o transporte da arma.

Em razão da ausência do CRAF, a pistola foi apreendida e o caso foi encaminhado à Polícia Civil. O militar que estava com a arma explicou que a transportava para reparo e que ela seria devolvida ao ex-presidente posteriormente. Ele foi ouvido e liberado após seu depoimento.

Como proprietário da pistola, Bolsonaro foi incluído na investigação. A defesa do ex-presidente confirmou que a arma é de sua propriedade e argumentou que ele não está impedido de mantê-la em sua residência, mesmo cumprindo prisão domiciliar humanitária. Os advogados alegaram que Bolsonaro havia identificado uma falha no funcionamento da pistola e que a entregou ao militar para manutenção.

Além disso, a defesa acrescentou que integrantes da equipe de segurança retiraram o percussor da pistola, parte responsável pelo disparo, como medida de precaução. Essa ação foi tomada sem o conhecimento prévio de Bolsonaro, que está em tratamento para um quadro de broncopneumonia desde março, conforme decisão do ministro Moraes.

Atualmente, a PCDF aguarda a autorização do STF para formalizar a oitiva e continuar a apuração das circunstâncias que envolvem o transporte da Arma de Fogo.

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