O pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fez uma apresentação de suas propostas econômicas durante um evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira, 22 de junho de 2026, às 17h59. Ele enfatizou a necessidade de cortar gastos públicos, aumentar as privatizações, acelerar processos de licenciamento e intensificar o combate à criminalidade, caso seja eleito.
Em sua fala, Flávio destacou que o Brasil possui potencial para elevar a arrecadação sem a necessidade de aumentar impostos. Ele argumentou que a redução da burocracia e a venda de ativos estatais podem gerar receitas e atrair investimentos no país. O senador criticou o elevado número de ministérios, afirmando que a atual estrutura governamental, com 39 ministérios, dificulta a cobrança de metas e a direção do governo.
O senador também abordou a preocupação com os gastos do governo federal, ressaltando que o aumento das despesas afeta a confiança dos investidores e o ambiente de negócios. Ele declarou: "Eu não estou aqui para julgar despesas, mas vejo dificuldade quando isso acaba desgastando a credibilidade e a confiança no investimento."
Flávio Bolsonaro defendeu ainda a necessidade de reformular o modelo de exploração de petróleo, propondo o retorno do sistema de concessões em certas áreas. Ele criticou a burocracia que atrasa projetos e investimentos, afirmando que pretende mudar o método dos leilões de petróleo para facilitar as concessões.
No que diz respeito à privatização, o senador mencionou a venda de ativos da Petrobras como uma maneira de aumentar a receita e diminuir a participação do Estado em setores estratégicos. Ele acredita que a simplificação regulatória deve ser acompanhada por uma modernização dos processos de licenciamento e fiscalização.
Além disso, Flávio abordou questões relacionadas à gestão prisional, sugerindo que presos condenados por crimes de menor potencial ofensivo poderiam ser inseridos em atividades produtivas dentro das unidades prisionais. Ele citou o exemplo de Santa Catarina, onde empresas utilizam mão de obra de detentos que cometeram crimes menos graves.

