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Governo Lula opta por não participar de audiência sobre tarifas nos EUA

O governo brasileiro decidiu não comparecer à audiência pública do USTR que discute tarifas de 25% sobre produtos do Brasil. A estratégia se concentra em negociações diplomáticas diretas com os EUA.

O governo brasileiro, sob a liderança de Lula, não irá comparecer à audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), programada para discutir a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A decisão foi firmada pelo Ministério das Relações Exteriores, que considera que o formato da audiência não é apropriado para negociações formais entre os países.

De acordo com informações apuradas, o Itamaraty entende que a audiência foi concebida para ouvir manifestações da sociedade civil e do setor privado, e não para estabelecer um diálogo direto entre governos sobre questões tarifárias. Essa postura reflete uma estratégia mais ampla do governo, que busca conduzir as discussões através de canais diplomáticos e reuniões técnicas, ao invés de participar de eventos que não consideram adequados.

A estratégia do Planalto visa evitar a implementação das tarifas propostas pelo USTR, que poderiam afetar significativamente as exportações brasileiras. As tratativas têm sido realizadas por meio de comunicações formais e interações diretas com a administração norte-americana.

Enquanto isso, o senador Flávio Bolsonaro, do PL-RJ e pré-candidato à presidência, protocolou um pedido para se manifestar durante a audiência. Ele solicitou cinco minutos para expor sua posição sobre as tarifas, apresentando-se como legislador, tanto em caráter pessoal quanto oficial. Em seu requerimento, Flávio argumenta a favor da suspensão das tarifas e da abertura de um canal de negociação entre Brasil e Estados Unidos.

O conteúdo do pedido de Flávio destaca que a proposta de tarifa de 25% não resolveria as questões que motivaram a investigação e, na verdade, poderia resultar em efeitos contrários aos objetivos pretendidos. Ele solicita que o USTR suspenda a medida e inicie um processo de negociação bilateral.

Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e irmão de Flávio, criticou a decisão do governo brasileiro de não participar da audiência. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ele mencionou que Flávio é quem se deslocará para representar os interesses brasileiros, insinuando que a ausência do governo indica uma aceitação implícita das tarifas propostas. Até a publicação desta matéria, Flávio Bolsonaro ainda não constava na lista oficial de participantes da audiência do USTR.

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